Remédios para Emagrecer

Remédios para emagrecer estão mais polêmicos nesses últimos meses. Desde que a Anvisa anunciou que quer proibir a venda, veio à tona questionamentos como: eles realmente funcionam? Favorecem mais a perda de peso do que riscos à saúde?

A Anvisa argumenta que esses remédios têm pouca eficiência para combater a obesidade a longo prazo e ainda trazem riscos para a saúde. Mas os médicos discordam e respondem que não se pode tirar deles o direito de optar pela medicação mais adequada ao paciente. É uma discussão que tem muito a ser analisada e segundo a Anvisa e ainda não tem um prazo para sair a decisão.

Alguns medicamentos e como atuam no organismo:

Antidepressivos: atuam na liberação de serotonina, um neurotransmissor que regula a sensação de saciedade. Remédios como a fluoxetina são indicados para pessoas com problemas de transtorno alimentar. Devem ser ingeridos estritamente com orientação médica.

Derivados de anfetamina: os mais conhecidos são os princípios ativos femproporex, mazindol e a anfepramona. Atuam no sistema nervoso central diminuindo o apetite. Podem causar dependência, irritabilidade, insônia, taquicardia, sensação de boca seca, dor de cabeça, constipação, problemas de pressão arterial e alterações de humor.

Orlistate: a substância ativa do Xenical diminui em 30% a absorção da gordura absorvida pelo intestino. Considerado uma medicação segura, pode ser usado por tempo indeterminado desde que seja acompanhado de dieta.

Rimonabanto: conhecido como “pílula antibarriga”, o princípio ativo diminui o apetite e a formação de gordura, principalmente na região do abdome. Com a redução da gordura da região, há uma melhora no diabetes, na hipertensão e no nível de colesterol e redução do triglicérides. É contra-indicado em pessoas com histórico de depressão.

Sibutramina: atua no sistema nervoso central, aumentando a sensação de saciedade. Baixo risco de dependência e de problemas arteriais. Apresenta probabilidade reduzida de efeitos colaterais como sensação de boca seca, irritabilidade, insônia e taquicardia. Mas seria contraindicada para pessoas com doença cardíaca.

Remédios são indicados por médicos. Se você acha que precisa perder uns quilinhos (2, 3 ou até 5 kg) em pouco tempo, não caia na tentação de achar que remédio resolverá. Primeiro, que o médico não indicará nesse caso. Segundo, emagrecer em pouco tempo, pode levar você engordar tudo o que perdeu ou até mais depois. Terceiro, os remédios não são baratos para comprar sempre que você “achar” que está acima do peso. E quarto, tenha vergonha na cara e força de vontade para fazer exercícios físicos e não cair em tentação!!

Se você precisa perder peso, procure um nutricionista ou médico. Eles irão avaliar sua situação e indicar a melhor dieta a seguir em um tempo determinado. Se você não gosta de cardápios prontos, eles lhe indicarão quais alimentos você pode estar consumindo para reduzir calorias da sua dieta.

Ficar sem comer ou tomar remédios por conta com uma alimentação restrita pode lhe trazer diversos problemas de saúde. Se você está restringindo demais sua alimentação, quando você voltar a comer “normalmente” seu corpo que “parou” de gastar energia para lhe “manter em pé”, irá aceitar tudo o que você comer (energia) para recuperar o que perdeu (peso). Famoso efeito sanfona.

Para manter seu peso, você precisa ter uma alimentação adequada, ter noção da quantidade, qualidade e calorias dos alimentos. Não é fácil. Mas tudo o que é bom, conseguimos com sacrifícios, não é mesmo?

Para emagrecer ou manter o peso, precisamos saber sobre os alimentos, ler os rótulos e questionar os profissionais de saúde!

Vamos a luta!

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